Paris, França
Onde ficar em Paris, que dia cada museu fecha e se o Museum Pass vale
Louvre fecha às terças, Orsay às segundas, Pompidou reabre só em 2030. Onde ficar em Paris, quando o Museum Pass compensa, metrô, aeroporto e golpes.
O Louvre fecha às terças. O Orsay e o Palácio de Versalhes, às segundas. O Centre Pompidou fechou as portas em setembro de 2025 e só deve reabrir em 2030. Monte o roteiro em volta desse calendário e das reservas com horário marcado, que viraram regra nos lugares mais procurados.
Os museus têm agenda própria
Os preços são os de 2026 para quem mora fora do Espaço Econômico Europeu, caso de quem vem do Brasil, e costumam subir em janeiro.
Comece pelo Louvre, que é o que mais esgota. Abre às 9h, fecha às 18h e estica até as 21h às quartas e sextas, as melhores noites para ir. O ingresso custa 32 euros. A reserva de horário é recomendada o ano todo e é obrigatória para todos nas férias escolares francesas (de 17 de outubro a 1º de novembro de 2026, por exemplo). Na primeira sexta-feira do mês, depois das 18h, a entrada é gratuita, exceto em julho e agosto.
O Musée d'Orsay, na antiga estação de trem da margem esquerda, fecha às segundas e vai até as 21h45 às quintas; são 16 euros, ou 12 nas noites de quinta depois das 18h. As obras nas áreas de recepção, de março de 2026 ao verão de 2028, mudaram a entrada de lugar; o acervo segue aberto e o museu recomenda reservar online. Do outro lado do rio, a Orangerie, fechada às terças, guarda as Ninfeias de Monet em duas salas ovais.
Notre-Dame reabriu em dezembro de 2024, cinco anos depois do incêndio. A entrada é gratuita, com reserva de horário opcional (e grátis) no site oficial. Subir as torres é outra visita: 16 euros, reserva obrigatória e 424 degraus.
A poucos minutos dali, dentro do Palácio da Justiça, fica a Sainte-Chapelle, consagrada em 1248. A capela de baixo é escura e baixa; a de cima é quase só vitral, do chão à abóbada. Vá num dia de sol, de preferência de manhã. Entrada: 22 euros.
Versalhes fica a uns 40 minutos do centro pelo RER C, até a estação Versailles Château Rive Gauche. O palácio fecha às segundas e exige reserva de horário de todo mundo. De abril a outubro, o passaporte com palácio e domínio de Trianon custa 35 euros.
Quando o Paris Museum Pass compensa
O passe dá entrada em mais de 50 museus e monumentos, entre eles todos os pagos desta matéria, menos a Torre Eiffel. Custa 85 euros (48 horas), 105 euros (96 horas) e 125 euros (144 horas). A contagem é por hora, a partir da primeira visita: um passe de 48 horas ativado numa quarta às 15h vale até a sexta às 15h.
A conta depende do mês. De abril a setembro, Louvre (32 euros), Sainte-Chapelle (22), Arco do Triunfo (22, ou 16 às quartas) e o passaporte de Versalhes (35) somam 111 euros, mais que o passe de 96 horas. Em outubro o Arco cai para 16 euros e a soma empata com o passe; de novembro a março, com Versalhes a 25, ela fica abaixo, e o passe só compensa com um quinto lugar, como o Orsay ou as torres de Notre-Dame.
Bom saber
O passe não dispensa a reserva de horário. Louvre, Orsay, Orangerie, Versalhes, Sainte-Chapelle e torres de Notre-Dame pedem que você marque o horário de graça no site de cada um.
Quem só vai ao Louvre e à Torre Eiffel não precisa dele. Criança também não: menores de 18 anos já entram de graça nos museus nacionais.
O que fazer em Paris fora dos museus: torre, colina, Marais e canal
Nos dias em que os museus fecham, é a vez da rua.
Para só fotografar a Torre Eiffel, o Trocadéro, do outro lado do rio, rende mais do que o Champ de Mars. Para subir, o horário é marcado e quem se atrasa perde o ingresso. Em 2026, o elevador até o segundo andar sai por 23,50 euros, e até o topo, por 36,70. Pela escada até o segundo andar, são 14,80 euros e 674 degraus. Fora do verão, a torre abre às 9h30 e fecha perto da meia-noite; no verão, abre às 9h e vai até depois da meia-noite.
Montmartre pede uma manhã. Desça na estação Abbesses, a mais profunda do metrô até 2025: a plataforma fica 36 metros abaixo da rua e, com o elevador lotado, sobra a escada em caracol. Lá em cima, a entrada art nouveau de Hector Guimard, de vidro e ferro verde, abre para as ruas que sobem até a Basílica de Sacré-Cœur, de entrada gratuita.
No Marais, a Place des Vosges, inaugurada em 1612, é a praça planejada mais antiga de Paris: tijolo rosado, arcadas e gramado onde se almoça sentado no chão quando faz sol. Dali se anda até o Museu Picasso e até as ruas de falafel da Rue des Rosiers. Mais ao norte, o Canal Saint-Martin tem eclusas, pontes de ferro e as duas margens cheias de gente no fim da tarde.
Onde ficar em Paris: um bairro para cada tipo de noite
Paris tem 20 arrondissements, numerados em espiral a partir do Louvre, no 1º. Os dois últimos dígitos do código postal dizem qual é: 75004 fica no 4º. A cidade é compacta e o metrô chega a tudo, então o que pesa é o clima da rua quando você volta à noite.
Marais (3º e 4º)
O mais fácil de recomendar para a primeira viagem: ruas medievais, cafés, vida até tarde e Notre-Dame a uma caminhada. Os prédios antigos têm quartos pequenos e escada estreita, nem sempre elevador, e as diárias acompanham a fama.
Quartier Latin e Saint-Germain (5º e 6º)
Margem esquerda, livrarias, Jardim de Luxemburgo e o RER B direto para o Charles de Gaulle. Perto da Rue de la Huchette, garçom chama cliente na porta de restaurante de menu turístico; rumo a Saint-Germain, a rua fica mais calma e mais cara.
Torre Eiffel e 7º
Residencial e silencioso, com a torre na janela para quem pagar por isso. À noite a rua esvazia e as cozinhas fecham cedo para o padrão brasileiro.
Canal Saint-Martin e 11º
Bares, bistrôs novos, preços um pouco menores e metrô bom. Os quarteirões perto da Rue Oberkampf são barulhentos de quinta a sábado.
Montmartre (18º)
O alto da colina é fotogênico e fica quieto à noite, quando os grupos vão embora. Em troca, é ladeira para tudo e longe do centro. Lá embaixo, Pigalle e Barbès são mais barulhentos e menos cuidados, e em volta do Moulin Rouge há bares que cobram centenas de euros por uma bebida.
Bom saber
Endereço barato colado na Gare du Nord ou na Gare de l'Est parece prático pelo trem do aeroporto, mas as ruas em volta são das menos agradáveis de Paris à noite. Se o orçamento empurrar para lá, prefira os quarteirões rumo ao Canal Saint-Martin.
Metrô, RER e qual bilhete comprar
Em 2026, o bilhete de metrô, trem ou RER custa 2,55 euros e vale 120 minutos, com baldeações, para qualquer estação da Île-de-France, inclusive Versalhes. Os aeroportos têm bilhete próprio, de 14 euros, e ônibus e bonde usam outro, de 2,05 euros. O mais simples é comprar no aplicativo da Île-de-France Mobilités e encostar o celular na catraca, ou carregar o cartão Navigo Easy (2 euros nas bilheterias).
O passe de um dia (Navigo Jour) custa 12,30 euros e vale para toda a região, menos os trechos dos aeroportos. O semanal, de 32,40 euros, vale de segunda a domingo e cobre os trens dos dois aeroportos; o da semana em curso só é vendido até quinta. O semanal exige o cartão Navigo Découverte (5 euros, com foto).
Guarde o bilhete até sair da estação: a fiscalização é frequente e multa na hora.
Do aeroporto ao centro
Os voos diretos do Brasil chegam ao Charles de Gaulle: a Air France voa de São Paulo, Rio, Fortaleza e Salvador, e a LATAM, de São Paulo. Os de Fortaleza e Salvador são sazonais.
Do Charles de Gaulle, o RER B leva cerca de 35 minutos até a Gare du Nord e segue por Châtelet-Les Halles, Saint-Michel Notre-Dame e Luxembourg. Nos fins de semana, a linha tem interrupções frequentes por obras: confira no aplicativo antes de sair. As máquinas recusam cartão sem chip e senha e a fila da bilheteria é longa, então compre o bilhete no aplicativo antes de desembarcar.
De Orly, a linha 14 do metrô, que chegou ao aeroporto às vésperas dos Jogos de 2024, vai a Châtelet em cerca de 25 minutos, com trem a cada poucos minutos das 5h30 à 1h15. O bilhete é o mesmo de 14 euros.
O táxi oficial tem preço fixo até Paris, com bagagem incluída: do Charles de Gaulle, 56 euros até a margem direita do Sena e 65 até a esquerda; de Orly, 45 e 36. Pegue só na fila sinalizada do lado de fora: quem oferece corrida dentro do saguão é clandestino.
Quando ir: maio, junho e o começo do outono
Paris tem inverno frio e úmido, com máximas médias perto de 8 °C em dezembro e janeiro e chuva em cerca de um terço dos dias. O verão é ameno na média (máximas de 25 °C em julho), mas as ondas de calor viraram rotina e o recorde é de 42,6 °C. Muitos prédios antigos e hotéis menores não têm ar-condicionado: no verão, confirme antes de reservar.
Em maio, em junho e de setembro a meados de outubro, os dias são longos, dá para andar o dia todo sem passar calor e quase nada está fechado para férias. Em agosto, parte dos parisienses viaja e restaurantes pequenos fecham por algumas semanas.
No verão de 2025, Paris voltou a deixar nadar no Sena, o que era proibido desde 1923: herança da despoluição feita para os Jogos de 2024. Os pontos de banho fecham nos dias em que a água fica imprópria.
Algumas datas se repetem todo ano. A Fête de la Musique, em 21 de junho, espalha shows gratuitos pela cidade. O 14 de julho tem desfile na Champs-Élysées e fogos na Torre Eiffel. As Jornadas do Patrimônio, no terceiro fim de semana de setembro, abrem ao público prédios normalmente fechados.
Fuso: Paris fica 5 horas à frente de Brasília durante o horário de verão europeu, de fim de março a fim de outubro, e 4 horas no resto do ano. Em 2026, o relógio francês volta uma hora em 25 de outubro.
Documentos, dinheiro e celular
Brasileiro não precisa de visto para turismo de até 90 dias num período de 180 no espaço Schengen. O passaporte precisa ter validade de pelo menos três meses depois da data prevista de saída e ter sido emitido nos últimos dez anos.
Desde 10 de abril de 2026, o Sistema de Entrada e Saída (EES) funciona em todas as fronteiras do Schengen: na primeira entrada, a polícia registra foto e digitais, e o passaporte não é mais carimbado. As filas de imigração cresceram; conte com tempo extra.
O ETIAS, autorização eletrônica de 20 euros que será exigida de quem não precisa de visto, ainda não funciona e não tem data de início; a imprensa europeia fala em 2027. Até lá, site que cobra pelo ETIAS é golpe. Confira a situação em travel-europe.europa.eu.
Na imigração, podem pedir passagem de volta, hospedagem e meios de subsistência. A França usa como referência, por dia de viagem:
- 120 euros, sem hospedagem comprovada;
- 65 euros, hospedado em hotel;
- 32,50 euros, com atestado de acolhimento (attestation d'accueil), emitido na prefeitura a pedido de quem vai hospedar você.
Leve também seguro-viagem que cubra despesas médicas, hospitalares e repatriação, porque a polícia de fronteira pode pedir o comprovante; o valor de referência no Schengen é de 30 mil euros.
Cartão funciona em quase todo lugar, por aproximação; Pix não existe por lá. Toda compra com cartão brasileiro no exterior paga 3,5% de IOF, a mesma alíquota da compra de euro em espécie. Tenha algum dinheiro para feira e padaria.
O serviço já está incluído no preço (service compris) e a gorjeta é opcional: arredondar a conta ou deixar uma ou duas moedas já está bom. A jarra de água da torneira (carafe d'eau) é de graça: basta pedir.
A tomada é de 230 V, com dois pinos redondos: o plugue fino de dois pinos dos carregadores de celular costuma entrar, o de três pinos não.
Os golpes de sempre e onde acontecem
- No metrô e no RER, sobretudo nas linhas mais turísticas, como a 1 e o RER B, carteira no bolso da frente e celular guardado na plataforma. Desconfie de grupos que encostam na porta do vagão na hora de fechar.
- Ao pé da Sacré-Cœur, homens amarram uma "pulseira da amizade" no seu pulso e cobram caro por ela. Mantenha as mãos nos bolsos e siga andando.
- Nas margens do Sena, alguém "acha" um anel de ouro no chão, oferece a você e depois pede dinheiro. É latão. Nas pontes perto da torre, o jogo dos copinhos tem plateia combinada.
- Perto da Torre Eiffel e no Trocadéro, moças com prancheta pedem assinatura para uma causa de surdos. Enquanto você assina, alguém abre a sua bolsa.
- Na máquina de bilhetes, recuse ajuda de desconhecidos. No aplicativo de transporte, não passe código de confirmação a "motorista" nenhum.
Compre ingressos só nos sites oficiais. O Orsay, por exemplo, avisa na própria página que há sites falsos imitando a bilheteria.
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