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Bangkok, Chiang Mai, Krabi e Koh Samui, Tailândia

Tailândia em 12 dias: Bangkok, Chiang Mai e a praia certa para o mês

Bangkok, Chiang Mai e a praia que está seca no seu mês: Krabi de dezembro a abril, Koh Samui de maio a setembro. Com TDAC, vacina e golpes.

Foto: Nawit science · CC BY-SA 4.0

Em janeiro, o mar de Krabi amanhece liso e os barcos de cauda longa esperam passageiros na areia de Railay. Do outro lado da península, Koh Samui mal saiu das semanas mais chuvosas do ano. Em julho, é o contrário: a monção do sudoeste joga chuva e ondas no mar de Andamão, e Samui vive sua temporada boa.

Por isso, os doze dias abaixo têm duas versões para a praia. O começo é igual: três noites em Bangkok, uma no trem noturno e três em Chiang Mai. Depois, quatro em Krabi ou em Koh Samui, conforme o mês, e o voo de volta no 12º dia.

Antes de embarcar: 90 dias sem visto, cartão digital e febre amarela

Brasileiro manteve os 90 dias

Em 15 de setembro de 2026, a Tailândia encurtou a isenção de visto da maioria dos países de 60 para 30 dias. O Brasil ficou fora do corte e continua com 90 dias, porque a isenção vem de um acordo bilateral de 1999.

Na imigração, podem pedir a passagem de saída e prova de dinheiro: 10.000 baht por pessoa ou 20.000 por família, segundo as regras de isenção, embora alguns consulados citem o dobro. O passaporte precisa ter validade de pelo menos seis meses na data de entrada.

O TDAC, de graça, nos três dias antes da chegada

Desde 1º de maio de 2025, todo estrangeiro preenche on-line o Thailand Digital Arrival Card, o TDAC, que substituiu o cartão de papel. Ele abre três dias antes da chegada e é gratuito: site que cobra não é o oficial.

A vacina de febre amarela entra na mala

O Brasil está na lista tailandesa de áreas de febre amarela. Quem vem dessas áreas precisa mostrar no desembarque o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Tome a vacina pelo menos dez dias antes do embarque e emita o certificado pelo gov.br.

A taxa de entrada ainda não existe

A taxa de turista estrangeiro, aprovada em princípio há mais de três anos, segue adiada. Em 9 de outubro de 2026, segundo o jornal Khaosod English, a proposta de 450 baht por pessoa ainda não tinha ido ao gabinete, e o governo fala em cobrar a partir de 2027.

Voo: sempre com conexão

Não há voo direto do Brasil. As rotas passam pelo Golfo (Emirates por Dubai, Qatar Airways por Doha) ou por Istambul (Turkish Airlines), com mais de 24 horas de porta a porta, e chegam a Suvarnabhumi (BKK). O outro aeroporto de Bangkok, Don Mueang (DMK), é das companhias de baixo custo: confira de qual sai cada voo doméstico e nunca marque conexão apertada entre os dois. O fuso é de dez horas à frente de Brasília.

Quando ir: Andamão e golfo têm monções em meses diferentes

A península tem dois mares. A oeste fica o de Andamão, com Krabi, Phi Phi e Phuket: seco de dezembro a abril, com chuva forte de maio a outubro e novembro de transição.

A leste fica o golfo, com Koh Samui. Lá a chuva pesada vem de outubro a dezembro, com pico em novembro, e pode se arrastar até meados de janeiro. De fevereiro a agosto, Samui fica seca.

  • Dezembro e janeiro: Krabi.
  • Fevereiro a abril: os dois lados funcionam.
  • Maio a setembro: Samui. Em Krabi, mar agitado e Maya Bay, a praia mais famosa de Phi Phi, fechada todo ano de 1º de agosto a 30 de setembro.
  • Outubro e novembro: chove dos dois lados. Se a viagem cair aí, empurre a praia para o fim de novembro, em Krabi.

Bangkok e Chiang Mai são mais agradáveis de novembro a fevereiro, a estação fresca e seca. De fevereiro a abril, as queimadas agrícolas cobrem Chiang Mai de fumaça; de março a maio, vem o calor mais forte. O Yi Peng, festival das lanternas de Chiang Mai, cai na lua cheia de novembro (em 2026, nos dias 24 e 25).

Dias 1 a 4: Bangkok, dos templos ao rio

Onde ficar em Bangkok: perto do rio ou do BTS

  • Beira-rio, perto da estação Saphan Taksin: a mais prática para os templos, onde o BTS (trem elevado) encontra o barco expresso.
  • Sukhumvit (Asok, Phrom Phong): BTS e metrô, restaurantes e vida noturna, longe dos templos.

Dia 1: chegada e jantar em Yaowarat

De Suvarnabhumi, o Airport Rail Link chega à estação Phaya Thai, ligada ao BTS, em cerca de 30 minutos, por 45 baht. O táxi oficial sai por 400 a 600 baht até o centro, somando taxímetro, 50 baht de taxa do aeroporto e pedágios. O Grab funciona na cidade toda.

À noite, jante nas barracas de Yaowarat, a Chinatown, perto da estação Wat Mangkon do MRT, o metrô.

Dia 2: Grande Palácio, Wat Pho e Wat Arun

Chegue ao Grande Palácio quando os portões abrem, às 8h30. O ingresso custa 500 baht, a bilheteria fecha às 15h30, e a entrada inclui o Wat Phra Kaew, o templo do Buda de Esmeralda. A regra de roupa é cobrada na porta: ombros e joelhos cobertos, e homem de calça comprida. Há sarongue emprestado, com depósito de cerca de 200 baht, mas a fila cresce nos horários de pico: chegue já de calça e manga.

Bom saber

Em dezembro de 2026, as cerimônias da cremação real da rainha-mãe Sirikit vão de 15 a 19, com a cremação no dia 16, em Sanam Luang, colado ao palácio. A região deve ficar fechada ou com acesso restrito: confira o site do palácio (royalgrandpalace.th) antes de marcar o dia.

Dez minutos a pé ao sul fica o Wat Pho (300 baht), com o Buda reclinado de 46 metros. Do píer Tha Tien, ao lado, o barquinho de travessia leva ao Wat Arun (200 baht), da torre coberta de porcelana. Os templos cobram em dinheiro: tenha notas pequenas.

Bom saber

Na calçada em frente ao palácio, alguém bem-vestido vai dizer que hoje está fechado por cerimônia e oferecer um tuk-tuk barato até outro templo. O passeio termina numa loja de pedras ou num alfaiate que paga comissão ao motorista. Siga andando até o portão.

O Wat Arun iluminado, visto da outra margem do rioFoto: Diego Delso · CC BY-SA 3.0

Dia 3: o Chao Phraya de barco

Hoje o passeio é o próprio rio. No píer Sathorn, embaixo da estação Saphan Taksin, pegue o barco expresso de bandeira laranja, que para em quase todos os píeres (o de bandeira amarela pula vários). A passagem custa menos de 20 baht, no guichê do píer.

Em Tha Chang, negocie um barco de cauda longa para uma hora pelos canais de Thonburi, entre casas de palafita e templos de bairro; combine preço e duração antes.

Dia 4: mercado e trem noturno

Depois do check-out, deixe a mala no hotel. Se for sábado ou domingo, passe a manhã entre os milhares de barracas do mercado de Chatuchak, perto da estação Mo Chit do BTS. Nos outros dias, vá ao mercado coberto Or Tor Kor, em frente, de frutas e comida pronta. No fim da tarde, pegue a mala e siga de MRT até Bang Sue, ao lado da estação Krung Thep Aphiwat, de onde saem os trens de longa distância desde 2023.

O trem 9 sai às 18h40 e chega a Chiang Mai às 7h15, com vagões-leito novos e vagão-restaurante. Na segunda classe com ar-condicionado, as poltronas viram beliches com cortina. Pelos preços de referência do Seat61, de 2023, a cama de cima custa 938 baht, e a de baixo, mais larga, 1.038; na primeira classe, de cabine para dois, a partir de 1.446 por pessoa. A venda abre com meses de antecedência no site da ferrovia estatal, o D-Ticket.

Bom saber

Plano B: o voo para Chiang Mai leva pouco mais de uma hora; durma a quarta noite em Bangkok e voe de manhã.

Dias 5 a 7: Chiang Mai, templos e elefantes

Onde ficar em Chiang Mai: dentro do fosso ou em Nimman

  • Cidade antiga: o quadrado cercado pelo fosso, com templos a cada quarteirão e a feira de domingo na porta. Tudo a pé.
  • Nimman: cafés e restaurantes novos perto da universidade, no caminho do Doi Suthep. Para os templos, Grab.

Dia 5: a cidade antiga a pé

O trem chega cedo; deixe a mala no hotel e comece pelo Wat Chedi Luang, cuja torre de tijolos do século 15 perdeu o topo num terremoto em 1545. Estrangeiro entra por uma porta separada e paga 50 baht. A dez minutos dali, o Wat Phra Singh guarda o Phra Buddha Sihing, a imagem de Buda que deu nome ao templo.

Aos domingos, a feira toma a Ratchadamnoen a partir do portão Tha Phae, das 16h até umas 22h ou 23h. Aos sábados, a feira é na rua Wualai.

O Wat Chedi Luang, na cidade antiga de Chiang MaiFoto: Vyacheslav Argenberg · CC BY 4.0

Dia 6: um dia com elefantes, só olhando

Acampamento de elefantes é negócio grande no norte, e muitos ainda vendem montaria, banho no rio e show. O critério da World Animal Protection:

  • Ninguém monta, dá banho, toca ou alimenta o elefante com a mão. Você observa a pé, a alguma distância.
  • Nada de show, pintura ou truque.
  • Os animais andam soltos num terreno grande, sem corrente.
  • O lugar não reproduz elefantes; filhote, só em orfanato que resgata animais da natureza.

A organização mantém uma lista desses lugares e a revisa: parques conhecidos já saíram dela.

Dois lugares próximos de Chiang Mai estavam na lista em outubro de 2026. Pelos preços dos próprios sites, o ChangChill, em Mae Wang, a sudoeste da cidade, cobrava 2.500 baht pelo dia inteiro no View Doi. O Burm and Emily's, a quase três horas, em Mae Chaem, cobrava 2.500 baht pela caminhada de observação (só às terças, quartas e sextas, com transporte por sua conta) ou a partir de 6.000 baht pelo programa de dois dias, com traslado. Confira antes de pagar.

Elefante selvagem no santuário de Huai Kha Khaeng, no oeste da TailândiaFoto: Rushen · CC BY-SA 2.0

Dia 7: Doi Suthep e uma aula de cozinha

Vá de manhã, antes do calor e dos ônibus. O Wat Phra That Doi Suthep fica na montanha a oeste da cidade. O jeito mais barato de subir é o songthaew, caminhonete vermelha compartilhada que sai perto do zoológico quando enche, por 40 a 50 baht por pessoa e por trecho. Lá em cima, uma escadaria de mais de 300 degraus, com corrimão de serpentes, leva ao chedi dourado; há um bondinho para quem não quer subir, e estrangeiro paga 30 baht de entrada.

À tarde, faça uma aula de cozinha: quase todas as escolas da cidade começam com visita ao mercado.

O chedi dourado do Doi Suthep no fim do diaFoto: Zipposlide · CC BY-SA 4.0

Dias 8 a 12: Krabi, de dezembro a abril

Onde ficar em Krabi: Ao Nang ou Railay

  • Ao Nang: a base prática, com restaurantes e barcos para todas as praias e ilhas. A praia da vila é a menos bonita da região.
  • Railay: uma península sem estrada, cercada de paredões de calcário, só alcançada de barco. Mais cara, e a mala desembarca dentro d'água.

Dia 8: de Chiang Mai a Krabi

Há voo direto de Chiang Mai a Krabi, de cerca de duas horas; se não houver na sua data, a conexão é em Bangkok. O aeroporto fica a uns 30 quilômetros de Ao Nang: 40 minutos de van compartilhada ou de táxi com voucher do balcão oficial. Chegando à tarde, dá tempo do pôr do sol.

Dia 9: Railay e Phra Nang

Da areia de Ao Nang, os barcos de cauda longa levam a Railay em uns 10 minutos, por cerca de 100 baht por pessoa, quando juntam oito passageiros. O último barco de volta com preço normal sai por volta das 18h; depois, a tarifa sobe. De Railay Oeste, caminhe até Phra Nang, com escaladores no paredão e uma gruta de oferendas de pescadores.

A trilha do mirante, entre Railay Leste e Phra Nang, é curta, mas íngreme, com cordas nos trechos de pedra: só de tênis. Macacos roubam o que estiver solto.

Railay Oeste, onde os barcos de Ao Nang desembarcamFoto: Krzysztof Golik · CC BY-SA 4.0

Dia 10: Phi Phi e Maya Bay

As lanchas saem cedo de Ao Nang para Phi Phi Leh, Maya Bay e pontos de mergulho de máscara. A taxa do parque nacional, de 400 baht para estrangeiro, costuma estar incluída. Os barcos atracam em Loh Samah, e uma passarela leva à praia. Desde a reabertura, em 2022, o banho é proibido ali; dá para molhar os pés, e o mergulho fica para paradas como a lagoa de Pileh.

A lagoa de Pileh, em Phi Phi Leh, parada dos passeios de lanchaFoto: Puripant · CC BY-SA 4.0

Dia 11: folga ou plano B de chuva

O dia livre cobre a lancha cancelada por mar agitado. Com chuva, suba os mais de mil degraus do templo da Caverna do Tigre, perto de Krabi Town.

Dia 12: volta por Bangkok

Voe de manhã de Krabi para Suvarnabhumi. Com passagens separadas, deixe quatro horas entre os voos: o atraso do doméstico não obriga a outra companhia a remarcar.

Dias 8 a 12 na versão do golfo: Koh Samui, de maio a setembro

Onde ficar em Samui: Chaweng, Lamai ou Bophut

  • Chaweng: a praia mais longa e movimentada, com a vida noturna da ilha e barulho até tarde.
  • Lamai: ao sul, com bares, mas menos lotada.
  • Bophut: ao norte, com a Fisherman's Village, antiga vila de pescadores hoje cheia de restaurantes, e os píeres dos passeios.

Dia 8: de Chiang Mai a Samui

A Bangkok Airways voa direto de Chiang Mai à ilha em cerca de 1h45; única companhia doméstica no aeroporto de Samui, cobra caro. A alternativa é voar até Surat Thani e seguir de ônibus e balsa, umas três a quatro horas, contando o transfer até a praia.

Dia 9: Ang Thong de barco

O Parque Marinho de Ang Thong, arquipélago de mais de 40 ilhas de calcário, só se visita em passeio licenciado de barco, de dia inteiro, com caiaque e mergulho de máscara. A taxa do parque, de 300 baht para estrangeiro, costuma ser cobrada à parte.

O arquipélago de Ang Thong, a oeste de SamuiFoto: Vyacheslav Argenberg · CC BY 4.0

Dias 10 a 12: Lamai, folga e volta

No dia 10, siga pela costa até as pedras Hin Ta e Hin Yai, o "avô" e a "avó", na ponta sul de Lamai. O dia 11 é a folga para o mar agitado. No 12º, a Bangkok Airways leva de Samui a Suvarnabhumi em voos quase de hora em hora; a regra das quatro horas de folga vale aqui também.

Dinheiro, tomada, eSIM e o que dá multa

A moeda é o baht. Cartão, saque e compra de moeda em espécie pagam 3,5% de IOF desde 2025. Cada saque com cartão estrangeiro paga uma taxa fixa, em geral de 220 baht, e alguns caixas já cobram mais em 2026. Saque poucas vezes, valores altos. Pague sempre em baht, nunca em reais. Feira, barraca e songthaew aceitam só dinheiro.

A tomada é de 220 V e costuma aceitar o plugue brasileiro de dois pinos, mas não o de três: leve adaptador. Um eSIM comprado antes resolve a internet desde o desembarque.

Três regras que dão multa ou cadeia:

  • Cigarro eletrônico é proibido no país, também para estrangeiro, sob pena de prisão ou multa.
  • Protetor solar com oxibenzona e outras três substâncias é proibido nos parques marinhos, como Phi Phi e Ang Thong, com multa de até 100.000 baht. Use protetor de óxido de zinco.
  • A monarquia é protegida por lei: ofensa ao rei e à família real é crime, inclusive em rede social.

Os riscos mais comuns para turista são os golpes de comissão, o trânsito e a moto alugada sem habilitação da categoria A, que muitos seguros de viagem não cobrem.

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Muro branco do Grande Palácio de Bangkok com os telhados e as torres douradas do templo do Buda de Esmeralda atrás, um monge de túnica laranja caminhando e tudo refletido numa poça no chão

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